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Renata Medeiros: do Rio de Janeiro à Paraíba, uma trajetória de recomeços e dedicação ao Direito Previdenciário

Formada em Direito há 19 anos, advogada encontrou na proteção previdenciária sua vocação profissional e, após construir sua carreira na Região dos Lagos, iniciou uma nova etapa em João Pessoa, com foco no planejamento previdenciário e na ampliação do acesso à informação sobre direitos sociais.

14/10/2026 às 23h35 Atualizada em 15/10/2026 às 00h12
Por: Redação Fonte: ASCOM
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Renata Medeiros: do Rio de Janeiro à Paraíba, uma trajetória de recomeços e dedicação ao Direito Previdenciário

 

Recomeçar uma trajetória profissional em outro estado significa mais do que mudar de endereço. Envolve deixar uma estrutura construída ao longo dos anos, estabelecer novas relações e encontrar oportunidades em um ambiente diferente. Para a advogada Renata Valéria Medeiros dos Santos, conhecida profissionalmente como Dra. Renata Medeiros, essa decisão marcou uma das transformações mais importantes de sua carreira.

Carioca, formada em Direito há 19 anos, Renata desenvolveu parte significativa de sua experiência profissional no Rio de Janeiro, especialmente na Região dos Lagos. Em fevereiro de 2026, decidiu iniciar um novo capítulo, estabelecendo residência e atuação profissional em João Pessoa, na Paraíba.

À frente do escritório Renata Medeiros – Advocacia Previdenciária, a profissional mantém atendimentos presenciais e on-line, com atuação voltada a segurados de diferentes regiões do Brasil.

A mudança geográfica representa uma nova etapa de uma história que teve seu direcionamento profissional definido durante um congresso jurídico e que hoje reúne especialização, participação institucional e o desejo de aproximar o conhecimento previdenciário da população.

Uma palestra que mudou os rumos da carreira

O interesse de Renata pelo Direito Previdenciário nasceu de uma experiência específica: a participação em um congresso jurídico no Rio de Janeiro.

Durante o evento, assistiu a uma palestra do advogado Victor Carvalho, que despertou sua atenção para uma área até então percebida sob uma perspectiva diferente.

Naquele momento, segundo relata, passou a compreender que a Previdência Social não se limitava ao estudo da legislação, ao cálculo de contribuições ou à solicitação de benefícios. Havia também uma dimensão humana relacionada à proteção de trabalhadores e famílias em momentos de necessidade.

A experiência motivou a advogada a aprofundar seus estudos e direcionar sua atuação profissional ao Direito Previdenciário.

Com o tempo, o interesse inicial se transformou em uma identificação com a especialidade, que passou a ocupar o centro de sua carreira.

“Foi no Direito Previdenciário que encontrei a forma de exercer a advocacia com a qual verdadeiramente me identifico.”

Essa escolha orientou sua busca por qualificação e pela compreensão das diferentes situações enfrentadas por quem depende da proteção previdenciária.

Planejamento previdenciário: a importância de olhar para o futuro

Atualmente, Renata atua nas esferas administrativa e judicial, com demandas relacionadas a aposentadorias, planejamento previdenciário, salário-maternidade, pensão por morte, benefícios por incapacidade, auxílio-acidente, BPC/LOAS, revisões e recursos previdenciários.

Entre essas atividades, o planejamento previdenciário ocupa um lugar de destaque.

A advogada defende que a aposentadoria deve ser pensada com antecedência, permitindo identificar possíveis inconsistências nos registros e avaliar as regras aplicáveis à situação de cada segurado.

Uma experiência recente reforçou essa percepção.

Durante uma análise previdenciária, Renata identificou aproximadamente 25 meses de trabalho que não estavam registrados no Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS) de um segurado.

Como o trabalhador ainda não havia atingido a idade necessária para sua aposentadoria, a pendência foi identificada antes do momento de solicitar o benefício, permitindo que sua regularização fosse buscada antecipadamente.

O episódio exemplifica uma das preocupações centrais da advogada: evitar que a ausência de informações ou de documentos seja descoberta apenas quando o segurado precisar requerer sua aposentadoria.

Em sua avaliação, o acompanhamento da vida contributiva pode ajudar o trabalhador a compreender melhor sua situação e tomar decisões de maneira mais consciente.

Auxílio-acidente: um direito que muitos trabalhadores desconhecem

Entre os benefícios previdenciários, Renata considera que o auxílio-acidente merece maior atenção da sociedade.

Previsto no artigo 86 da Lei nº 8.213/1991, o benefício possui natureza indenizatória e pode ser concedido aos segurados abrangidos pela legislação que, após um acidente de qualquer natureza, apresentem sequelas permanentes capazes de reduzir sua capacidade para o trabalho habitual.

Uma de suas características é a possibilidade de o beneficiário continuar trabalhando e recebendo salário, sem que isso, por si só, impeça o pagamento do auxílio-acidente.

A advogada observa que muitos trabalhadores retornam às atividades profissionais após acidentes e acreditam não possuir mais direitos perante o INSS, mesmo quando permanecem com limitações.

Ela utiliza como exemplo a situação de uma pessoa que sofre um acidente de motocicleta, passa por cirurgia e retorna ao trabalho, mas começa a enfrentar dificuldades para desempenhar atividades que anteriormente realizava sem limitações.

Dependendo das circunstâncias, da categoria de segurado e da comprovação da redução da capacidade laboral, essa situação pode justificar a análise do direito ao auxílio-acidente.

A presença de placas, pinos ou cicatrizes, isoladamente, não assegura a concessão. É necessário comprovar as sequelas e sua repercussão sobre a capacidade para o trabalho habitual.

O benefício também não exige carência mínima e não se restringe aos acidentes ocorridos no ambiente de trabalho. Seu pagamento, em regra, pode continuar até a aposentadoria ou o falecimento do segurado, observadas as demais hipóteses legais de encerramento.

Para Renata, divulgar essas informações é uma forma de contribuir para que trabalhadores conheçam possibilidades de proteção previdenciária que, muitas vezes, passam despercebidas.

Participação na OAB e o desafio de começar novamente

Além da atuação no escritório, Renata construiu parte de sua experiência por meio da participação institucional na advocacia.

No Rio de Janeiro, exerceu, conforme seu relato, a vice-presidência da Comissão de Direito Previdenciário da 20ª Subseção da OAB/RJ, em Cabo Frio.

A experiência possibilitou ampliar relações profissionais, participar de discussões sobre a especialidade e fortalecer seu vínculo com a advocacia previdenciária.

Com a mudança para João Pessoa, deu continuidade a essa participação ao integrar a Comissão de Advocacia Previdenciarista da OAB da Paraíba.

Renata também relata ter atuado como mediadora no II Congresso Previdenciário da OAB/PB, experiência que considera importante para seu desenvolvimento profissional.

A participação em congressos, cursos e imersões integra sua rotina de aperfeiçoamento. A advogada também investe em comunicação e oratória, competências que considera fundamentais para transmitir informações jurídicas de maneira acessível.

Entretanto, uma das decisões mais desafiadoras de sua trajetória não esteve relacionada a um processo ou a uma atividade institucional.

Foi a escolha de deixar o Rio de Janeiro e construir uma nova fase profissional na Paraíba.

A mudança exigiu planejamento, adaptação e disposição para reconstruir relações em um novo ambiente, sem abandonar a experiência acumulada ao longo dos anos.

Para Renata, esse processo reforçou uma convicção pessoal: “nunca é tarde para recomeçar”.

Uma advocacia construída pela escuta e pela proximidade

O atendimento humanizado é outro aspecto que Renata procura preservar em sua atuação.

A advogada considera que cada demanda previdenciária envolve circunstâncias particulares, que precisam ser compreendidas antes da definição de uma estratégia jurídica.

Por isso, valoriza a escuta ativa, a comunicação clara e a análise individualizada de cada situação.

A profissional também demonstra interesse em conhecer realidades fora dos grandes centros urbanos, especialmente em municípios do interior e comunidades com menor acesso à orientação especializada.

Essa aproximação faz parte de sua compreensão sobre o papel social da advocacia previdenciária.

Para ela, o conhecimento técnico precisa ser acompanhado da capacidade de explicar direitos, ouvir dificuldades e reconhecer as necessidades de cada pessoa.

Em sua avaliação, a confiança profissional é construída por meio da responsabilidade, da ética, do estudo permanente e da seriedade nas relações.

Os próximos passos de uma trajetória em transformação

A consolidação do escritório na Paraíba está entre os principais objetivos de Renata Medeiros para os próximos anos.

A advogada pretende ampliar sua atuação no planejamento previdenciário, fortalecer o trabalho de orientação sobre benefícios pouco conhecidos e continuar investindo na formação profissional.

Também deseja intensificar sua participação em palestras, congressos e projetos de educação previdenciária, especialmente em localidades onde o acesso à informação jurídica é mais limitado.

Municípios do interior, comunidades rurais e pessoas em situação de vulnerabilidade social estão entre os públicos que pretende alcançar por meio dessas iniciativas.

O objetivo é contribuir para que mais pessoas compreendam seus direitos, identifiquem possíveis pendências previdenciárias e possam planejar o futuro com maior segurança.

Ao olhar para a própria história, Renata reconhece que a advocacia lhe proporcionou experiências que ultrapassam o exercício técnico da profissão.

Da palestra que despertou seu interesse pelo Direito Previdenciário à decisão de construir uma nova vida em João Pessoa, sua trajetória é marcada pela disposição de aprender, enfrentar mudanças e preservar a proximidade com as pessoas.

Para a advogada, o futuro profissional continua sendo construído a partir dessa combinação entre conhecimento, coragem e responsabilidade.

“Porque, para mim, exercer a advocacia previdenciária é muito mais do que conhecer direitos. É compreender pessoas e utilizar o conhecimento jurídico para fazer a diferença em suas vidas.”

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