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Eliene e Elisa: duas gerações, uma mesma paixão pelo previdenciário

No ENEP 2026, a advogada Eliene Sampaio e a recém-formada Elisa Cristine contaram ao Recorte Jurídico como a vontade de aprender uniu mentora e aprendiz no Direito Previdenciário.

26/09/2026 às 00h58
Por: Redação Fonte: Redação
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Eliene e Elisa: duas gerações, uma mesma paixão pelo previdenciário

De um lado, uma advogada que trocou o Direito Civil pelo previdenciário e hoje atua na área desde cerca de 2020. Do outro, uma jovem que concluiu o curso em dezembro do ano passado. Juntas no mesmo escritório, Eliene e Elisa participaram do ENEP 2026 e dividiram suas histórias com o Recorte Jurídico.

Da zona rural ao previdenciário

Eliene nasceu na zona rural, filha de agricultores. Já formada em Direito, atuava no Direito Civil ao lado do marido, que é civilista e professor de Direito Civil e do Trabalho. Tudo mudou quando decidiu ajudar a resolver a aposentadoria de uma das irmãs mais velhas.

O caso despertou sua atenção. Ela começou a estudar, buscou cursos e se apaixonou pela área. “No momento que você busca o conhecimento, você vai abrindo caminhos”, diz. Hoje, seu foco são as ações da área rural. Ela vai até os clientes, conversa com cada um e os trata como se fossem da própria família.

Para Eliene, aprender é diário, sobretudo no previdenciário, em que as regras mudam o tempo todo. “Você dorme com uma e acorda com a outra”, brinca, sobre as instruções normativas.

O que mudou no salário-maternidade, segundo Eliene

Questionada sobre o destaque que o salário-maternidade vem ganhando, Eliene explicou que, antes, a mulher precisava ter carência de 10 meses e qualidade de segurada. Segundo ela, após uma mudança recente, basta a qualidade de segurada, com uma única contribuição, seja como facultativa, contribuinte individual ou empregada. Mesmo a mulher desempregada, se mantiver a qualidade de segurada, tem acesso ao benefício.

Ela também chamou atenção para uma mudança ocorrida em julho deste ano: de acordo com ela, a contribuição da segurada facultativa agora precisa ser paga dentro do próprio mês de referência, e já não é possível pagá-la depois que a criança nasce.

Uma porta aberta pela atitude

Elisa chegou ao escritório logo após se formar. Conhecia pouco do previdenciário até então, mas Eliene foi clara: ali, só se atuava na área. Para começar, deu de presente à jovem o curso do professor Vitor Carvalho. A partir daí vieram as aulas e as vivências reais: casos, petições e o contato direto com as histórias dos clientes. Hoje, Elisa se refere a Eliene como sua mentora.

Eliene conta que o que a tocou foi a iniciativa de Elisa, que a procurou dizendo que tinha se formado e queria aprender, e também ajudar a própria família. “Não é todo mundo que tem essa atitude”, afirmou. Segundo ela, Elisa trouxe energia nova ao escritório, está sempre disposta e, além do previdenciário, aprende também na área de inventários, com o marido de Eliene.

Redes sociais e estágio desde cedo

Para Elisa, o posicionamento digital permite crescer não só no Piauí, mas no país inteiro. O escritório já fechou contratos com clientes do Pará e de outros estados, com atendimentos por videochamada. Ela destaca a importância de usar uma linguagem acessível, principalmente para trabalhadores rurais: mesmo quem não precisa do benefício pode repassar o vídeo a um parente que precisa.

Aos estudantes, o conselho é buscar estágio o quanto antes. Elisa estagiou no Tribunal de Contas e só foi para um escritório depois de formada. Sentiu falta do contato com o cliente, que o escritório proporciona. Com teoria e prática juntas, diz, o estudante sai da faculdade mais preparado.

Olhando para trás

Se pudesse falar com a Eliene que atuava apenas no Direito Civil, ela diria que houve um grande crescimento. “Eu faço o que eu amo”, resume. “Eu sou realizada.”

Elisa se emocionou ao lembrar o início. Terminou o ensino médio durante a pandemia, estudando sozinha, e não passou para uma universidade pública. O pai, dono de uma marcenaria onde ela ajuda desde os 13 anos, sonhava com uma filha arquiteta, mas apoiou a escolha pelo Direito e bancou a faculdade particular, onde ela conseguiu bolsa. No dia da matrícula, nervosa, ouviu dele: “Coloque Deus na frente e vá”. Cinco anos e um exame de Ordem depois, o recado para a Elisa do passado é simples: valeu a pena.

Onde acompanhar: Elisa está no Instagram como @elisa_cristine, e Eliene, como Eliene Sampaio ADV.

A entrevista completa está no Instagram do Recorte Jurídico e no canal Recorte Jurídico Oficial, no YouTube. Toda semana tem episódio novo.

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