
O ENEP 2026 reuniu profissionais de vários estados. Entre eles, as advogadas Safira e Sabrina, que saíram de Tuntum, no interior do Maranhão, para buscar conhecimento e trocar experiências. “O coração do Maranhão bate mais forte” na cidade delas, brincou Safira.
Empatia como ponto de partida
Para Safira, a escolha pelo previdenciário passa pela empatia e pelo carinho com os clientes. Conhecer de perto a realidade do segurado especial, muito presente na região de Tuntum, mostrou a ela o quanto essas pessoas precisam de ajuda com benefícios como o BPC/LOAS. Reverter situações negadas pelo INSS e devolver alegria a essas famílias é, segundo ela, o que torna o trabalho tão gratificante.
Já Sabrina conta que o Direito a escolheu. Sua primeira opção sempre foi a área da saúde, mas os planos mudaram. Estudou Direito em São Luís e, ao voltar para o interior, se aproximou de Safira. A partir daí, foi se apaixonando aos poucos pelo previdenciário, ao ver de perto as necessidades das pessoas de baixa renda.
Imagem também transmite confiança
Na conversa, as advogadas também falaram sobre o cuidado com a imagem. Apaixonada por moda, uma delas explicou que a forma de se vestir demonstra confiança ao cliente. Nos atendimentos no interior, ela adapta a roupa ao ambiente, com peças mais leves, mas sem abrir mão de transmitir autoridade. E o cuidado não é só para eventos: vestir-se bem todos os dias, diz, é importante principalmente para a própria advogada se sentir bem ao atender.
O desafio de provar o direito
O escritório atua amplamente no Direito Previdenciário, incluindo planejamento previdenciário para médicos e professores. Mas a principal fonte de trabalho são os segurados especiais: os lavradores.
Segundo Safira, a maior dificuldade é provar ao INSS que essas pessoas são, de fato, seguradas. Sem acesso a cartório, a registros e a informação, muitas não têm provas organizadas. Em um dos casos que marcaram o escritório, um cliente gravemente doente teve o auxílio-doença suspenso. Sem provas, as advogadas investigaram toda a história de vida dele e conseguiram, na Justiça, a concessão do benefício.
Resultado entregue em mãos
Outra história foi contada por Sabrina. Uma cliente com deficiência teve o BPC/LOAS cortado, e a família chegou a desistir. Os pais procuraram o escritório, as advogadas reuniram as provas e reverteram o caso na via judicial.
Quando saiu a concessão, elas imprimiram a carta, fecharam o escritório às 6 da tarde e seguiram de carro, à noite, até o povoado onde a cliente mora, no interior de Tuntum, para entregar o resultado pessoalmente. “Foi muito emocionante”, lembrou Sabrina, ao falar da felicidade da cliente e da família, que sentiram falta do benefício durante todo o tempo sem receber.
Conselhos para quem está começando
Com quatro anos de OAB, Safira diz que já realizou sonhos que jamais imaginou por meio da advocacia. Para ela, ser advogada previdenciária “é mover sonhos”. O conselho aos jovens: seguir o coração, estudar bastante e se entregar de verdade. “Insistam, persistam e corram atrás dos seus sonhos”.
Sabrina completa: estudem, se dediquem e gostem do que fazem, porque não há nada mais prazeroso do que ver o próprio trabalho fazer diferença na vida de outra pessoa.
Onde acompanhar: o escritório está no Instagram como Safira Carvalho Advogados Associados, onde também estão identificados os perfis profissionais das duas advogadas.
A entrevista completa está no Instagram do Recorte Jurídico e no canal Recorte Jurídico Oficial, no YouTube. Toda semana tem episódio novo.
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