
Mais de 20 estudantes e visitantes procuraram atendimento médico após terem sido submetidos a testes de glicose com uma mesma lanceta durante uma feira de ciências realizada em uma escola particular no Rio de Janeiro.
O episódio aconteceu no último sábado (12), no Colégio Tamandaré, unidade Recreio II, no Recreio dos Bandeirantes. A atividade fazia parte de uma apresentação sobre diabetes.
A lanceta é um pequeno dispositivo com uma agulha utilizado para perfurar a pele e coletar uma gota de sangue para a realização de testes de glicemia. Por ser um material perfurocortante e de uso individual, ela deve ser descartada após a utilização.
Segundo informações divulgadas pela escola, uma aluna realizou testes de glicose em alguns estudantes e visitantes que participaram da feira. A mesma lanceta teria sido utilizada em até três pessoas.
A instituição informou que o procedimento não havia sido autorizado. De acordo com o colégio, a orientação dada durante a preparação do trabalho era de que o equipamento fosse utilizado apenas como demonstração, sem a realização de testes em pessoas.
A atividade foi interrompida assim que a situação foi identificada.
Após o episódio, pessoas que tiveram o dedo perfurado durante o procedimento foram orientadas a procurar unidades de saúde para avaliação.
O Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, informou que recebeu 20 pessoas que relataram possível exposição decorrente do compartilhamento das lancetas. Os pacientes passaram por avaliação e iniciaram o protocolo de profilaxia pós-exposição.
A medida é adotada em situações de possível contato com material biológico e busca reduzir o risco de determinadas infecções.
O compartilhamento de agulhas ou lancetas pode representar risco de transmissão de infecções que passam pelo sangue, como HIV e hepatites virais. Por esse motivo, esses materiais são considerados de uso individual e devem ser descartados depois da utilização.
A orientação para quem passa por uma situação de possível exposição é procurar atendimento médico o quanto antes. A avaliação profissional determina quais exames e medidas preventivas são indicados para cada caso.
O episódio foi registrado na 42ª Delegacia de Polícia, no Recreio dos Bandeirantes. A Polícia Civil informou que testemunhas deverão ser ouvidas e outras diligências serão realizadas para esclarecer as circunstâncias do ocorrido.
A escola também comunicou as autoridades de saúde e informou às famílias sobre o ocorrido. Uma equipe de saúde esteve na instituição para orientar os envolvidos.
Até o momento, os participantes que foram informados à escola tiveram resultados iniciais negativos nos exames, mas a orientação é que o acompanhamento médico seja mantido, mesmo diante de resultados preliminares negativos.
Fonte: Veja Saúde/ABRIL, com informações complementares de órgãos e veículos que acompanharam o caso.
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