
Esquecer ocasionalmente onde colocou um objeto ou ter dificuldade para lembrar o nome de alguém não significa, necessariamente, que a pessoa tenha Alzheimer. No entanto, quando alterações de memória se tornam frequentes, interferem nas atividades do dia a dia ou aparecem acompanhadas de mudanças no comportamento e no raciocínio, é importante buscar avaliação médica.
Uma nova alternativa vem sendo utilizada como apoio na investigação da doença: a análise de biomarcadores relacionados ao Alzheimer por meio de uma amostra de sangue. O exame Memora, desenvolvido pelo DB Diagnósticos, permite pesquisar essas alterações sem a necessidade de procedimentos mais invasivos, como a punção lombar para coleta do líquor.
O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa progressiva e a principal causa de demência. Entre as alterações biológicas associadas à doença estão aquelas relacionadas às proteínas beta-amiloide e tau.
A beta-amiloide pode se acumular entre os neurônios, formando placas, enquanto alterações na proteína tau estão relacionadas à formação de emaranhados dentro das células. Esses processos podem ocorrer anos antes do aparecimento dos primeiros sintomas.
O exame de sangue busca justamente identificar biomarcadores associados a essas alterações. No caso do Memora, a coleta é semelhante à de um exame de sangue convencional, e o processamento da amostra é realizado no Brasil.
Apesar de representar uma alternativa menos invasiva para a investigação, o resultado do exame não é suficiente, sozinho, para confirmar ou descartar a doença de Alzheimer.
A interpretação deve ser feita por um profissional de saúde considerando o histórico clínico, os sintomas apresentados pelo paciente e outros exames que possam ser necessários. Testes cognitivos, exames de imagem e, em determinadas situações, análise do líquor podem fazer parte da investigação.
Especialistas também destacam que outras condições podem provocar alterações de memória e raciocínio semelhantes às observadas em quadros de demência. Por isso, é necessário avaliar o paciente de forma individualizada.
Mudanças persistentes na memória, no comportamento ou na capacidade de realizar tarefas que antes faziam parte da rotina devem ser investigadas.
A avaliação pode começar com o médico que acompanha o paciente e, quando necessário, envolver profissionais como neurologistas ou geriatras. A indicação de exames específicos depende da avaliação clínica de cada caso.
Fonte: Veja Saúde/ABRIL. Informações sobre o exame Memora e a investigação de biomarcadores do Alzheimer.
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